Ou: Visão Onírica de Pimentões
Quando falo da cena dos papéis ao vento, de uma foto que não seria possível, isto demonstra uma visão onírica, ainda que momentânea, de uma cena. Poderiam acontecer fotografias ali que descrevessem tal poética, mas eu não conseguiria... Mal consegui descrever literariamente a beleza que via. Isto porque há muitas maneiras de descrever o mundo, conforme a nossa inspiração momentânea ou mesmo nossa linha de trabalho.
Uns preferem fotografar premeditadamente, outros, engenhosamente, outros, tão poeticamente que nunca entendemos nada (às vezes me arvoro em umas poéticas que meus amigos e amigas perguntam: tá, marinha, mas o que foi mesmo que você quis dizer...?).
Às vezes fotografo de uma forma que considero advinda das minhas heranças na comunicação publicitária: explicitando a venda da minha idéia, da imagem como produto vendável.
No post anterior, temos uma visão jornalística ou o que minha percepção diz que seja. Algo acontecia e a autora, que nem precisava ser jornalista - mas é, mostrou tal e qual, com abrangência de cena, não com mais ou menos beleza que outros discursos, mas com sua uma maneira ou modo de ver aquilo, naquele momento. Que, momentâneo ou não, é a forma como está inscrito.
Não tenho certeza, mas parece que nossa forma de contar o mundo vai se construindo a partir das nossas relações com a imagem, com o conhecimento dos fatos, do assunto...
E, quando escolhemos uma foto para postar, para destacar, para enviar para os amigos que seja, estamos dizendo: veja isto que quero contar. E quero contar desta forma...
Hein???
Fotomotriz força que impulsiona através luz. Diários, todo dia há coisas que se ver, sol, raio, urubu,ninho, janela com moça com gato no colo, mulher que passa, homem também, trem, índio, maluco, mameluco, mamulengo, só porque há luz é que é assim.
Quem sou eu
- Mara Freire
- Mara Freire é fotógrafa, publicitária e Pós Graduada em Fotografia. Professora de Fotografia e atua também como curadora e consultora na área.
sábado, 25 de setembro de 2010
domingo, 19 de setembro de 2010
Floripa Teatro
Quase chegando ao local onde fotografaríamos pensava em Bruegel, O Velho: é que papéis dançavam ao vento e são apenas coisas que não podemos fixar na fotografia, é preciso o cinema para dar conta, melhor, mesmo, os olhos.
Havia um quadro de Bruegel, eram muitas crianças brincando. Pareciam aqueles papéis largados ao vento, num vaivém dinâmico e incansável, sem dar conta de ter que voltar, sem ter que responder pela vida que segue.
Segui e vi uma peça tão engraçada, mas tão engraçada, que pus-me papel ao vento...
A foto que ilustra é de Luciene Kumm. Visão de jornalista...
Beijos e boa semana...
Havia um quadro de Bruegel, eram muitas crianças brincando. Pareciam aqueles papéis largados ao vento, num vaivém dinâmico e incansável, sem dar conta de ter que voltar, sem ter que responder pela vida que segue.
Segui e vi uma peça tão engraçada, mas tão engraçada, que pus-me papel ao vento...
A foto que ilustra é de Luciene Kumm. Visão de jornalista...
Beijos e boa semana...
sábado, 18 de setembro de 2010
Manhã de sábado é assim...
Se escrevo por linhas tortas ou luzes baças, é porque assim é que gosto de ser...
Fotomotriz, letramotriz...
Hoje o Grupo saiu para fotografar teatro. Na cidade de Florianópolis, cuja seca se anuncia longa novamente, está acontecendo o Festival de Teatro Isnard Azevedo. Peças por toda a cidade, em todos os locais, com preços populares ou gratuitos. Assistimos "O Cabra que Matou as Cabras", da Companhia de Teatro Nu Escuro, de Goiânia. O Respeitável Público ficou feliz e vibrou com as farsas dos diversos parlapatões, e nós mais ainda, que rimos a valer e colhemos nossas imagens...
Publico a foto do Walfredo, talentoso fotógrafo de natureza e documentarista. Barista também.
Beijos...
Fotomotriz, letramotriz...
Hoje o Grupo saiu para fotografar teatro. Na cidade de Florianópolis, cuja seca se anuncia longa novamente, está acontecendo o Festival de Teatro Isnard Azevedo. Peças por toda a cidade, em todos os locais, com preços populares ou gratuitos. Assistimos "O Cabra que Matou as Cabras", da Companhia de Teatro Nu Escuro, de Goiânia. O Respeitável Público ficou feliz e vibrou com as farsas dos diversos parlapatões, e nós mais ainda, que rimos a valer e colhemos nossas imagens...
Publico a foto do Walfredo, talentoso fotógrafo de natureza e documentarista. Barista também.
Beijos...
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
O Processo Cruzado
Uma Fotografia da Noa Noa, feita em processo cruzado, que significa revelar seu filme cromo através do processo C41, que é aplicado a negativos. Provavelmente, foi inventado por quem tinha filme diapositivo e não tinha acesso à revelação em C6. No meu caso, a atração pela saturação e a sempre dúvida acerca do resultado, moveram-me a mais uma aventura Fotomotriz...
Aliás, em minha primeira visita a Noa Noa, escrevi um hai Kai:
'É no Amor Gráfico
Que ela descobre:
Ele não é o seu Tipo.'
(ninguém ri, ninguém ri.)
Beijos.
Aliás, em minha primeira visita a Noa Noa, escrevi um hai Kai:
'É no Amor Gráfico
Que ela descobre:
Ele não é o seu Tipo.'
(ninguém ri, ninguém ri.)
Beijos.
domingo, 5 de setembro de 2010
Às Novas Experiências
Tenho recebido algumas manifestações de brasileiros e brasileiras que gostariam de estar fotografando com o nosso grupo, imaginando, compondo, descrevendo, movidos pela luz. Mas não é possível, e imagino mesmo que se saia pelo Brasil inteiro com grupos de trocas, que falem sobre a fotografia, suas limitações, dificuldades, prazeres - muitos, enfim, os encontros e desencontros causados pela fotografia.
No sábado fomos visitar Cléber Teixeira, sereno, tranqüilo (também adoro trema) e sábio. Contou-nos algo da sua gráfica, a Noa Noa, única no Brasil a funcionar ainda de forma manual. Após o gentil café trazido pela Beth, vimos a gráfica, fotografamos, fizemos retratos e contamos histórias com a luz, que estava abundante. Fizemos e trocamos experiências, entre nós e com Cléber.
Minhas fotos, fiz com a querida F90, com filme cromo em processo cruzado. No geral, a escolha foi pela fotografia digital, que dá um resultado rápido e versátil. Um resultado geral será conhecido apenas no final do ano, com a exposição e lançamento do livro...
Na fotografia de Walfredo Kumm, um aspecto de hora de descontração, onde aproveitávamos da sabedoria de Cléber... Que bom que no mundo tem tanto para aprender...
Beijos.
domingo, 22 de agosto de 2010
Todos em Busca da Foto Perfeita
A foto perfeita parece que nunca é; depois desta e daquela, vem o desejo maior de mais outras...
A foto que ilustra é de Walfredo Kumm, em sábado de longa trilha.
Travessia
E, nesta saídaa 1, conseguimos fotos e machucados; nossa atividade 2 será, mesmo, clicar algo a partir da mesa do boteco, na beira da Lagoa...
Chegar em casa, limpar o equipo, com fuc-fuc, para não riscar lente nem nada, depois um perfex (merchandising) novinho, úmido, em volta de tudo, retirando o suor que não foi pouco... Colocar tudo no sol, menos memory card e baterias, e por as (nossas) baterias para recarregar...
As objetivas, separamos do corpo, para que não fiquem fungos abrigados, pegar duas horas de sol desta forma é melhor do que arriscar alguma umidade.
Pensamos aterrorizados nas aberrações focais e cromáticas causadas pela limpeza profunda de objetivas e tratamos da prevenção.
Tiramos os filtros, uv ou polarizador, e lá vamos nós para esta nova vida que é a fotografia digital, 'baixar' fotos, tratar, diminuir, postar... Toda uma nova linguagem que não existia, mas que era assim falada: guardar os filmes na geladeira, depois revelar, fazer teste de faixa, ampliar, e tinha manipulação, sim: zonas claras, escuras, fazer máscara... Muda a lingagem, mas as ações e visões sobre o processo se assemelham.
A fotografia que vemos trata de uma travessia em pinguela sobre riacho, arroio co9mo dizemos no sul; as trilhas e a fotografia em grupo ensinam muito sobre respeito, diferenças, solidariedade e desejo comunitário. O individualismo sempre tem seu espaço reservado a cada clic, pois a visão, a abordagem, são únicas.
Ontem aprendi como acionar o timer da D700. Tenho certeza que cada um aprende algo a cada dia. Não fora essa crença, não seria professora há quase trinta anos.(!). Beijos.
sábado, 21 de agosto de 2010
O Dia Um
Bom, se fotografar urubu não pode, nem gaivota, nem quero-quero, vai de quê...?
Pode tudo, florzinha, fungo, travessia. Só não pode não criar, só não pode se entregar, tem que parar e pensar, ver a luz e torná-la coisa, e coisa bonita, com linha, textura, contorno e poesia.
Êta, primeira saída, nesta trilha da Cachoeira do Peri, mostrou que fotógrafo tem que ter fôlego, principamente se for se meter com a natureza...
A fotografia mostra três cachoeiristas, os outros estavam clicando. Beijos.
Pode tudo, florzinha, fungo, travessia. Só não pode não criar, só não pode se entregar, tem que parar e pensar, ver a luz e torná-la coisa, e coisa bonita, com linha, textura, contorno e poesia.
Êta, primeira saída, nesta trilha da Cachoeira do Peri, mostrou que fotógrafo tem que ter fôlego, principamente se for se meter com a natureza...
A fotografia mostra três cachoeiristas, os outros estavam clicando. Beijos.
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