O mais gostoso na Escola do Morro do Horácio era a forma como as crianças nos encaravam: com Inocência e Curiosidade. Queria que todo mundo tivesse algum morro para subir, e no morro, pipas para empinar e fotografias para fazer. Lá, os fotógrafos, as fotógrafas e as crianças eram os mais felizes. Aquilo de ter um sol no peito.
Fotografia: Eduardo Arend.
Fotomotriz força que impulsiona através luz. Diários, todo dia há coisas que se ver, sol, raio, urubu,ninho, janela com moça com gato no colo, mulher que passa, homem também, trem, índio, maluco, mameluco, mamulengo, só porque há luz é que é assim.
Quem sou eu
- Mara Freire
- Mara Freire é fotógrafa, publicitária e Pós Graduada em Fotografia. Professora de Fotografia e atua também como curadora e consultora na área.
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quarta-feira, 13 de outubro de 2010
terça-feira, 12 de outubro de 2010
O que Acontece no Morro
Lá no Morro do Horácio tem de tudo, jovem com olhos brilhando, dona de casa em dia de sábado, ônibus subindo lento: o morro é incisivo. Tem de tudo, lá no Morro...
Em manhã de sábado, teve festa de dia das crianças na Escola Desdobrada Osvaldo Galupo.
Fomos lá fotografar, e posto estas fotografias como prova de minha estima...
Manhã de aprender, com estúdio para as crianças fazerem pose, que criança e fantasia não se dissocia, não obstante as cruezas do dia a dia...
Nas fotografias, crianças posando para as 'lentes' dos meus colegas...E uma fotografia que mostra que fotógrafa também limpa ranhozinho básico (autoria de Lucienne Kumm).
Na sexta, levaremos as fotografias para as crianças. Parte dois da nossa pequena aventura que mostra que a vida não é de plástico, nem insípida, nem inodora.
Em manhã de sábado, teve festa de dia das crianças na Escola Desdobrada Osvaldo Galupo.
Fomos lá fotografar, e posto estas fotografias como prova de minha estima...
Manhã de aprender, com estúdio para as crianças fazerem pose, que criança e fantasia não se dissocia, não obstante as cruezas do dia a dia...
Nas fotografias, crianças posando para as 'lentes' dos meus colegas...E uma fotografia que mostra que fotógrafa também limpa ranhozinho básico (autoria de Lucienne Kumm).
Na sexta, levaremos as fotografias para as crianças. Parte dois da nossa pequena aventura que mostra que a vida não é de plástico, nem insípida, nem inodora.
O Morro do Horácio
Algumas vezes subi este Morro, não em busca do que vai a maioria, suas casas ou a preciosa mercadoria que lá se encontra. Homens e mulheres saem do seu trabalho, na 'grande cidade', nossa ilha capital, e para lá retornam, repousar seu cansaço, após enfrentar no final da tarde o transporte feito para conduzir gado que é este aqui da ilha. Não há olhos neste momento para ver o sol que se põe, maravilha postal sobre a 'Beira Mar'. Lá embaixo, o Angeloni a quase todos abastece, a paz é restaurada.
Outros sobem o morro em seus carrões: cuidado. Pode ser um usuário mas pode também ser um polícia à paisana.
Nós subimos para fotografar.
Fomos conduzidos pela enérgica diretora da escola que já educou tantos daqueles que nos cumprimentam, agora, lá das calçadas. O grupo de Fotografia abre bem os olhos: abram mais, para não esquecer esta parte esquecida da nossa "Ilha da Magia". Abram, arregalem seus olhos, vejam que o mundo não é de plástico e o clima não é de primavera, como nos é dado a conhecer aqui embaixo. Lá de cima a vista é linda e a vida é crua. Sim, abram bem seus olhos. Vejam as pipas.
A mim faz bem, me dá dias de reflexão, de que a vida não é só tomar, é doar. Tomamos e doamos fotografias lá.
A escolinha antiga, cheia de poesia e imundície, foi abaixo. Agora, ergue-se a escola nova, com vazados na parede que, iluminados à noite, lembram as pipas de que as crianças tanto gostam. Um pouco mais de beleza onde tudo se despeja de uma vez só, o belo, o rude, o cru, a vista.
Não, o mundo não é mesmo de plástico. Vejam isto. Vejam e contem, fotografias.
Outros sobem o morro em seus carrões: cuidado. Pode ser um usuário mas pode também ser um polícia à paisana.
Nós subimos para fotografar.
Fomos conduzidos pela enérgica diretora da escola que já educou tantos daqueles que nos cumprimentam, agora, lá das calçadas. O grupo de Fotografia abre bem os olhos: abram mais, para não esquecer esta parte esquecida da nossa "Ilha da Magia". Abram, arregalem seus olhos, vejam que o mundo não é de plástico e o clima não é de primavera, como nos é dado a conhecer aqui embaixo. Lá de cima a vista é linda e a vida é crua. Sim, abram bem seus olhos. Vejam as pipas.
A mim faz bem, me dá dias de reflexão, de que a vida não é só tomar, é doar. Tomamos e doamos fotografias lá.
A escolinha antiga, cheia de poesia e imundície, foi abaixo. Agora, ergue-se a escola nova, com vazados na parede que, iluminados à noite, lembram as pipas de que as crianças tanto gostam. Um pouco mais de beleza onde tudo se despeja de uma vez só, o belo, o rude, o cru, a vista.
Não, o mundo não é mesmo de plástico. Vejam isto. Vejam e contem, fotografias.
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